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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A POLÊMICA DO FAIR PLAY
O brasileirão sub 20 sempre foi uma vitrine para jogadores e árbitros. Dirigentes, empresários, patrocinadores e todas as pessoas envolvidas de alguma forma com o futebol, ficam ligados à procura de novos talentos que possam surgir. Este ano não está sendo diferente. Muitos jovens já mostraram diferencial favorável par vislumbrar possíveis contratos e/ou negociações. Entretanto, na partida envolvendo as equipes de BAHIA e FIGUEIRENSE, um fato inusitado chamou a atenção e, por certo, irá gerar comentários e diferentes opiniões: A PARTIDA FOI PARALISADA ( ESTANDO A BOLA DE POSSE DA EQUIPE DO BAHIA ) PARA ATENDIMENTO À UM ATLETA DO FIGUEIRENSE. NO REINÍCIO DO JOGO ( COM BOLA AO CHÃO ), O ATLETA DO FIGUEIRENSE NÃO DEVOLVEU A BOLA. OU SEJA: NÃO PRATICOU O FAIR PLAY. AVANÇOU PELA INTERMEDIÁRIA, DRIBLOU, ENTROU NA ÁREA, CHUTOU E MARCOL O GOL. O ÁRBITRO VALIDOU O LANCE, PORÉM, EXPULSOU O ATLETA DE CAMPO. Vale esclarecer que o fair play não está inserido en nenhuma das 17 regras do futebol e o lance é perfeitamente legal. No jogo entre PALMEIRAS e FLAMENGO pelo brasileirão 2011, aconteceu fato identico, só não aconteceu o gol. Porém, altou ao árbitro a experiência necessária para se antecipar ao problema. Ou seja: informar e se informar à cerca das intenções do atleta. Se assim o fizesse, podería interromper o lance antes da conclusão e advertir o atleta por conduta anti desportiva e punir a equipe com um tiro livre indireto. Como isto não aconteceu e talvez para dar uma satisfação à todos os presentes, o árbitro tomou a atitude de expulsar o atleta. Aí o árbitro errou duas vezes. Não existe isto na regra. Não sei o que será escrito na súmula, mas as imagens da TV são muito claras. O árbitro podería e, aliás, devería, expulsar os atletas do Bahia que correram e chutaram o seu oponente. Um erro não justifica o outro ( ou os outros ). Cabe ao árbitro aplicar as regras e preservar o espírito desportivo. E foi exatamente o que não aconteceu. Não creio que o atleta do Figueirense tenha recebido instruções para agir desta maneira, até por que, não sería o correto. Acredito que tenha agido no impulso, na vontade de marcar o gol e acabou pegando todos de surpresa: ADVERSÁRIOS, COMPANHEIROS, DIRIGENTES, TORCEDORES, IMPRENSA E O PRÓPRIO ÁRBITRO. Outro detalhe que chama a atenção é que acabou punido o menos errado. Em nenhum momento houve infração à regra. Fatos como este, nos fazem refletir sobre mudanças propostas às regras do jogo. Sempre aparecem alguns "GÊNIOS" para sugerir algo que nas suas opiniões, irão melhorar a prática do esporte. Antes de mudar, é preciso conhecer profundamente as que já existem. Buscar esclarecer com mais facilidades alguns casos que são omissos. Isto facilitaría a vida de todos e faría do futebol, um esporte mais igual e com resultados mais justos.
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