Petrópolis tem demonstrado, ultimamente, um número crescente de lojas nos ramos de calçados e remédios. É flagrante o grande número de farmácias e sapatarías em funcionamento no centro da cidade. Se por um lado os clientes podem ter um número maior de opções, por outro fica o questionamento sobre a dimensão destes mercados. Será que temos clientes em número suficiente para a manutenção de todos os pontos comerciais? Ou teremos um grande sufocamento que pode culminar com queda de vendas, atraso em pagamentos de funcionários, fechamento de lojas e, por conseqüência, aumento do número de desempregados? Acredito na capacidade de cada empresário que, com certeza, deve ter feito uma pesquisa bem detalhada para verificar a viabilidade de cada negócio. Não acredito em "TIROS NO ESCURO", onde primeiro se começa a trabalhar, para depois ver o que acontece. Hoje em dia, com as facilidades de esclarecimentos e a própria experiência comercial, todos estão bem escolados para correr, apenas, riscos calculados. No comércio como um todo, enquanto novas lojas vão surgindo, outras bastante tradicionais vão se despedindo e um detalhe chama bastante a atenção: Estão chegando lojas que podemos dizer que são bastante sofisticadas para determinados pontos da cidade. Isto pode assustar os freqüentadores por não se identificarem com o layout da casa. Pode passar uma impressão, mesmo que não verdadeira, de que os produtos apresentados devem ter preços fora do alcance das pessoas. É exatamente neste ponto que os proprietários devem estar atentos. Profissionais capacitados podem mostrar as melhores formas de apresentação das lojas, para que haja, de imediato, uma identificação com o público. Ou então ficam as perguntas: Será que o meu público alvo freqüenta este ponto da cidade? Será que as lojas no entorno irão mudar para atrair outros públicos?
Torço pelo sucesso de todos, Mesmo entendendo que exista um excessivo número de farmácias e sapatarías, assim como há carência em outros seguimentos. Sou e sempre serei favorável as concorrências, desde que, sejam feitas de forma honesta e leal, funcionando como um ponto favorável para quem merece: O CLIENTE. Este é o único que não pode ser prejudicado. Que todos os empresários pensem sempre no seu cliente e procurem fazer por ele, sempre o melhor. Ele merece.
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